Pesquisa apoiada pela Fapesc avança no desenvolvimento de soluções naturais contra o mosquito maruim em Santa Catarina

Edital da Fapesc fomentou o desenvolvimento de estudos voltados para investigação, desenvolvimento e monitoramento da superpopulação do maruim no estado. (Foto: Arquivo Norio)

Os resultados da pesquisa para o uso de produtos da biodiversidade, especialmente plantas, para mitigar os efeitos causados pelo mosquito maruim, desenvolvida pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), com fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), foram compartilhados nesta sexta-feira, 8, com representantes da fundação e do poder municipal de Luiz Alves.

O município foi o mais atingido pelo mosquito no estado e a pesquisa “Avaliação do potencial de plantas medicinais selecionadas para controle e mitigação dos impactos causados pelo mosquito maruim em Santa Catarina”, foi uma das contempladas pelo edital nº 36/2024, voltado para investigação, desenvolvimento e monitoramento da superpopulação do maruim no estado.

Durante a reunião virtual, as pesquisadoras da Univali, professora doutora Ruth Lucinda da Silva e a doutoranda Ana Paula Meira Sagaz apresentaram o estudo e seus resultados. “Os estudos até o momento são animadores e algumas preparações foram muito efetivas contra os maruins e já estão em estudos clínicos (em humanos) para que, assim que possível, sejam disponibilizadas à sociedade”, afirmou Ruth.

A secretária de Agricultura e Meio Ambiente de Luiz Alves, Vanessa Pacheco, considerou a reunião esclarecedora. “Para o poder público, é importante saber que a instituição está fazendo um relevante trabalho com resultados promissores e com concretas perspectivas de produzir novos e efetivos inseticidas e repelentes de origem natural”.

O presidente da Fapesc, Valdir Cechinel Filho, salientou que os projetos desenvolvidos no edital têm apresentado resultados promissores e que reforçam a importância dos investimentos feitos pelo Governo do Estado, por meio da Fapesc. Segundo Cechinel, a Fundação irá realizar um evento científico exclusivo sobre os projetos focados no mosquito maruim, com a participação, da Fapesc, dos pesquisadores e dos municípios afetados”

“A iniciativa terá como objetivo avaliar os resultados já alcançados, fortalecer parcerias entre os grupos de pesquisa e avançar na construção de soluções efetivas para esse importante problema de saúde pública que impacta especialmente a população catarinense. A expectativa é de que a continuidade das pesquisas e a integração entre poder público, comunidade científica e instituições de fomento contribuam para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras e sustentáveis, capazes de melhorar a qualidade de vida da população e reduzir os impactos causados pelos maruins”, ressalta Cechinel.

A reunião teve também a participação do assessor da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Luiz Alves,Éder Caglioni.

Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc)

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