Estudo sobre problemas auditivos tem apoio do governo estadual

Pesquisadores da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) descobriram que apenas 30% dos 40 portadores de HIV avaliados na Grande Florianópolis ouviam normalmente. “A causa maior seria o não uso da medicação”, explica Luciana F. Cardoso Assuiti, fonoaudióloga do HU (Hospital Universitário). “É muito melhor usar o retroviral para não ter doenças oportunistas e ficar surdo.”

 

A tuberculose e a neurotoxoplasmose estão entre as doenças que mais afetam a audição, mas o problema pode ser minimizado se diagnosticado precocemente. A audiometria de alta frequência provou ser um dos testes mais sensíveis para identificar distúrbios no ouvido durante o experimento realizado pela equipe interdisciplinar da UFSC no Hospital Nereu Ramos. Entre os pacientes avaliados entre abril e junho deste ano, 16 já sofriam de perda auditiva e destes, quase 7O% devem usar aparelhos para surdez e já foram encaminhados ao HU. Em 12, foram detectadas alterações auditivas que precisam ser monitoradas ano a ano.

 

A cabine instalada no Nereu Ramos poderá ser usada para exames em pacientes do SUS após a conclusão do estudo, coordenado pela enfermeira Betina H. S. Meirelles. Seus resultados preliminares foram apresentados ao público nesta quarta-feira (06.07), no auditório da FAPESC (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina). A FAPESC e a SES (Secretaria do Estado da Saúde) são parceiras do governo federal no Programa Pesquisa para o SUS.

 

Por intermédio do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (Decit/SCTIE), o Ministério da Saúde coordena o programa, voltado a melhorar o atendimento via SUS. As pesquisas selecionadas por chamadas públicas lançadas em 2009 e 2010 serão resumidas e avaliadas por consultores da SES até sexta-feira (08.07). Um deles, Luís Antonio Silva, falou sobre o estudo intitulado Atenção à saúde auditiva de pessoas que convivem com HIV/Aids: “É o tipo de projeto importante para o SUS porque tem baixo custo e aplicabilidade imediata. Nós temos mais ou menos 12 mil pacientes em terapia retroviral em Santa Catarina” .

 

 

Para saber mais sobre o Programa Pesquisa para o SUS, fale com Fernanda Beduschi Antoniolli, fone 32 15 12 18, e-mail fernanda@fapesc.sc.gov.br.

 

 

 

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