Programa europeu quer financiar cientistas brasileiros

A globalização da ciência vem abrindo espaço para que pesquisadores compartilhem seus projetos e dividam o tempo de estudo entre seu país de origem e plataformas em outras partes do mundo. Entre as possibilidades de financiamento, o Conselho Europeu de Pesquisa (ERC, na sigla em inglês) vem estimulando a mobilidade acadêmica a partir de programas que atendem de iniciantes a nomes já reconhecidos no campo da pesquisa científica. No final de maio, o secretário-geral do conselho, Donald Dingwell, esteve no Brasil para motivar pesquisadores brasileiros a buscar o apoio do fundo europeu. Criada em 2007, a organização disponibiliza fundos para talentos da pesquisa de diversos domínios.

 

A vinda de Dingwell ao Brasil aponta duas realidades: o crescimento do estímulo aos projetos de pesquisa e, na contramão, a baixa procura por programas de financiamento que envolvam mobilidade acadêmica. Dos 40 projetos brasileiros submetidos até hoje ao ERC, apenas um é apoiado pelo órgão atualmente. A América Latina figura na lista do fundo com outros cinco trabalhos (quatro argentinos e um venezuelano). A ideia, segundo a organização, é expandir o suporte, com foco também fora da Europa.


Para aumentar a colaboração entre países, o professor visitou universidades divulgando a campanha ERC goes global, que busca grandes talentos em diversas áreas, de ciências sociais e humanas a biológicas, passando por estudos interdisciplinares. Segundo Dingwell, a ideia é que os pesquisadores trabalhem ao menos em parte de seu projeto na Europa, reforçando a ideia de mobilidade acadêmica – que, para o professor, é bem compreendida pelos sul-americanos. Com duração de até cinco anos, o financiamento da instituição exige que o pesquisador se mude para algum dos estados-membros da União Europeia ou países associados.

 

Do ERC Starting Grants, voltado a iniciantes, ao ERC Advanced Grants, como foco em pesquisadores experientes e reconhecidos, a fundação prevê financiamentos que podem chegar a 3,5 milhões de euros. As propostas são selecionadas por painéis internacionais de avaliação. O fundo acompanha o investigador – o que significa que, durante a pesquisa em solo europeu, é possível passar por mais de uma instituição de ensino. Em 2011, 2.284 projetos concorreram ao Advanced Grants, e 294 foram selecionados pelos avaliadores do instituto. Na categoria Starting Grants, 4.080 pedidos de avaliação foram submetidos ao ERC, e 480 receberam provação.


Fonte: Cartola – Agência de conteúdo

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