Depois de passar pelo desconforto de não encontrar banheiros na Marquês de Sapucaí durante um desfile de carnaval, o catarinense Flávio Boabaid teve a ideia de criar um banheiro portátil para os – literais – momentos de aperto. “Eu não conseguia nem andar direito com vontade de fazer xixi e tinha visto um monte de gente nessa roubada. Fiquei pensando em como poderia facilitar a vida das pessoas numa hora dessas, já que não havia banheiros suficientes para todos os foliões.”
toilet portatil
Apelidado de “Número 1”, o banheiro portátil de Boabaid traz uma camada interna envolta em plástico impermeável com fechamento adesivo que absorve a urina em dois segundos. A ideia tomou forma depois de uma ida à farmácia, quando o advogado pensou que poderia usar o mesmo material absorvente das fraldas dentro de um saquinho de cachorro quente. Do problema na Sapucaí ao protótipo final, a criação demorou mais de um ano para ser desenvolvida, mas Bobaid assegura que mais de 6 mil pessoas já aprovaram o banheiro portátil. “A Universidade Federal de Santa Catarina fez vários testes e confirmou que o produto absorve 670 ml de urina sem deixar mau cheiro”, conta.
Como o nome sugere, a invenção é, por enquanto, só para xixi. “Estamos em um projeto nacional da Fapesc (Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina) para desenvolver o “Número 2”. A ideia já está toda na minha cabeça”, garante. Já o “Número 1” deve começar a ser produzido comercialmente em 2016 ao custo de R$ 1,50 a unidade. “Fizemos um estudo de mercado e existem mais ou menos 97 segmentos que poderiam usar meu produto. Desde hospitais, para pacientes em cadeira de rodas, a shows e eventos. Além disso, ele pode ser um grande aliado à vários segmentos geriátricos, já que é mais mais barato e tão absorvente como qualquer fralda.”
numero 1
Pensando na privacidade dos usuários durante o uso do “Número 1”, Boabaid conta que também desenvolveu o “banheiro seco” — um box forrado com manta especial que reduz o cheiro da urina. Outra preocupação do inventor foi com a quantidade de lixo gerada pelo “Número 1”: “A médio prazo, vamos recolher o produto em pontos específicos para fazer compostagem, já que o plástico e a manta absorventes são biodegradáveis”, promete.
Fonte: Correio Braziliense